domingo, 20 de abril de 2008

Curiosidades

Por que é que as colas super potentes não colam no interior do próprio tubo?

A supercola é um cianoacrilato, líquido de baixa viscosidade e baixo peso molecular sem propriedades adesivas. Com a exposição ao ar polimeriza rapidamente numa alta matriz molecular e adquire propriedades adesivas.
Para além de ser necessário o contacto com o ar, o tubo de cola é revestido interiormente por um material a que a cola não adere. Adere, no entanto, à pele e é por isso necessário muito cuidado na sua utilização.

Conheça as drogas que podem estar presentes na sua cozinha

Imitando os elefantes?

Uma coisa é certa: culturas do mundo todo sempre ficaram de olho em alimentos que, além do efeito costumeiro, tivessem o desejado bônus de “dar barato” em quem os consome. “A produção das bebidas alcoólicas fermentadas ou destiladas em vários locais do mundo é um exemplo disso”, afirma Fúlvio Rieli Mendes, pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De fato, tanto o milho das Américas quanto a cevada do Mediterrâneo e o arroz da China foram destinados a esse uso de forma independente – os “inventores” de cada bebida não tinham a menor idéia de que pessoas em outras partes do mundo estavam fazendo a mesma coisa. “O ser humano é curioso por natureza em relação a essas substâncias”, diz Mendes.

Aliás, há quem sugira que essa curiosidade nem começou com o homem. Outros animais têm o mesmo tipo de interesse em substâncias psicoativas, ou seja, que estimulam diretamente o sistema nervoso. De acordo com alguns relatos, os elefantes africanos esperam que os frutos da marula (árvore africana que inspirou o licor de nome parecido) fiquem muito maduros antes de consumi-los. Assim, dá tempo para que os frutos fermentem e produzam álcool, levando os paquidermes a agir exatamente como humanos bêbados. Pesquisas recentes lançaram dúvidas sobre essa história – os frutos seriam pequenos demais para fazer efeito no corpanzil dos elefantes –, mas o conceito faz sentido.

Casca mágica


Ao contrário dos elefantes, nunca se ouviu falar de um macaco que ficasse bêbado de tanto comer banana, mas a fruta esconde alguns segredinhos. “Ela é rica em triptofano, substância que é precursora da serotonina [um dos neurotransmissores, ou mensageiros químicos, do cérebro]”, conta Fúlvio Mendes. Remédios contra a depressão ou drogas “recreativas”, como o famigerado LSD, agem justamente sobre os sistemas afetados pela serotonina no nosso cérebro.

O problema (bom, ao menos para quem está atrás de emoções mais fortes) é que tanto o intestino quanto o fígado estão equipados com substâncias especialmente projetadas para evitar que a banana faça sua mágica com o cérebro. “É por isso que, segundo relatos, algumas pessoas costumam fumar a casca da banana, ou aqueles fiapos que ficam grudados na parte interna da casca, para conseguir o chamado barato”, diz o pesquisador da Unifesp. Desse jeito, as substâncias vão parar diretamente na corrente sangüínea do fumante de banana, aumentando as chances de afetar seu cérebro.

Voltando aos condimentos, a noz-moscada foi bastante popular durante os anos 1960 e 1970. Nesse caso, era possível ingeri-la diretamente, ou então usá-la num chá, lembra Mendes. Os princípios psicoativos da noz-moscada agem justamente inibindo as substâncias que degradam os neurotransmissores, de forma que o resultado é um excesso deles atuando sobre os neurônios. Na prática, a pessoa experimenta distorções na visão e uma sensação de euforia. “O uso, no entanto, acabou decaindo, por causa das altas doses necessárias para obter a sensação prazerosa e dos efeitos colaterais desagradáveis, como boca seca”, afirma o cientista.


Opióide no pãozinho

O uso culinário das sementes de papoula, planta que é usada como matéria-prima do ópio, deu um bocado de dor de cabeça ao fisiologista Turíbio Leite de Barros, também da Unifesp e do São Paulo Futebol Clube. Numa viagem do time paulistano à Argentina, o fisiologista descobriu que os pãezinhos servidos no hotel onde a equipe se hospedara estavam repletos das sementes.

“O exame antidoping só marca positivo ou negativo – não tem essa de pequenas doses desprezíveis. Por isso, fiquei com medo que a papoula acabasse aparecendo como doping na urina dos jogadores”, conta Barros. Tudo indica que o hotel argentino montou o cardápio de boa fé, e não a pedido da equipe que ia receber o São Paulo. De qualquer maneira, o fisiologista conseguiu trocar os pãezinhos a tempo.

As “drogas culinárias” podem render histórias divertidas, mas vale sempre o velho conselho: não tente fazer isso em casa. Se estiver interessado num alimento psicoativo, coma chocolate – que, segundo os neurocientistas, favorece a produção de inúmeros neurotransmissores ligados a sensações prazerosas.

Emagrecendo com chiclete



Acho que alguém já deve ter visto este anúncio aqui pelo portal, eu resolvi clicar e ver do que se trata.
A reportagem está abaixo...


Chiclete dietético em excesso pode levar à diarréia e grande perda de peso, alertam médicos alemães em um artigo publicado na última edição da revista especializada British Medical Journal.

A causa é o sorbitol, uma substância usada como adoçante em chicletes e doces dietéticos - inclusive em produtos para diabéticos -, que também tem ação laxante. No artigo, os médicos citam o exemplo de dois pacientes que ficaram doentes por causa do hábito de mascar 20 chicletes por dia.

Representantes da indústria afirmam que o sorbitol é uma substância segura e que os pacotes de chiclete trazem alertas sobre o consumo excessivo do produto. O chiclete também é usado como laxante, mas apesar dos alertas nas embalagens, muitas pessoas não se dão conta de que, se consumido em grandes quantidades, ele poderá causar problemas estomacais, afirmam os pesquisadores alemães.

Consumo excessivo
Uma mulher de 21 anos que sofria de diarréia e dores de barriga há oito meses passou por uma série de exames, até que os médicos se dessem conta de que a causa do problema era seu hábito de mascar chicletes dietéticos. No período, ela emagreceu mais de 11 kg e chegou a ficou abaixo do peso ideal.

Em outro caso, um homem foi internado em um hospital depois de perder 22 kg ao longo de um ano e sofrer de diarréia. Os médicos concluíram que os dois pacientes consumiam entre 20 g e 30 g de sorbitol por dia. Cada chiclete tem cerca de 1,25 g do adoçante.

O médico Juergen Bauditz, do Departamento de Gastroenterologia do hospital da Universidade Charite, em Berlim, disse que entre 5 e 20g de sorbitol seriam suficientes para causar problemas menores no estômago, como inchaço e cãibra, mas mais de 20 g poderiam causar diarréia e, como esses casos mostraram, uma severa perda de peso.

Quando o médico entrevistou os pacientes, ele descobriu que os dois substituíam o chiclete com freqüência, ingerindo assim altas doses de sorbitol.

Frutas
Depois que os pacientes cortaram o sorbitol de suas dietas, os sintomas desapareceram e eles recuperaram o peso perdido. Um porta-voz da empresa Wrigley, que produz vários chicletes dietéticos, afirmou que todos os ingredientes usados são seguros e que as embalagens trazem alertas sobre os efeitos laxantes do consumo excessivo.

"O sorbitol existe naturalmente em várias frutas, entre elas pêra, ameixa, cereja, tâmara, damasco, pêssego e maçã". "Está bem documentado na literatura médica, com estudos datando mais de 20 anos, que o consumo excessivo dos poliálcools, como o sorbitol, pode ter um efeito laxante sobre algumas pessoas", concluiu o porta-voz.

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