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quinta-feira, 9 de abril de 2009

O QUE É EJACULAÇÃO PRECOCE?


A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é um dos problemas sexuais mais freqüentes nos homens e nos casais, sendo responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais. Acontece que a EP é um lugar comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência. Quando se estende pela maturidade e se torna presente em mais da metade dos encontros sexuais, torna-se, aí sim, um problema crônico e um Transtorno Sexual.


O que é uma ejaculação normal?

Do ponto de vista do funcionamento físico, a ejaculação se faz em dois estágios. No primeiro há a expulsão efetiva do líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução - próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai também a urina. Acompanha-se desse processo fisiológico uma sensação subjetiva de profundo prazer conhecida como orgasmo.

Como saber se tenho ejaculação precoce?

Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. A definição está na percepção, tanto sua quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado, de que não houve controle da ejaculação. As vezes o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já termina o que podia ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira "na mão". Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante. Dificuldades maiores podem vir em seqüência, como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal.

Por que ocorre a EP?

Os adeptos de Darwin (evolucionista inglês que propôs a teoria da seleção natural - 1859) explicam que a EP seria uma forma antiga de defesa contra predadores.
Imaginem os primórdios da humanidade, onde havia centenas de perigos, sendo o "animal-ser-humano" muito frágil e pequeno frente aos riscos de seu meio ambiente!
Aqueles indivíduos que demorassem muito para ejacular nas suas parceiras estariam muito mais predispostos a deixar seu flanco aberto às agressões de inimigos e animais selvagens.
O ejaculador precoce tinha mais vantagens em terminar logo a inseminação e fugir, deixando também a "fêmea" escapar, para poder inseminar o maior número delas em menor tempo.
Desta forma estaria aumentando a probabilidade de propagação de seus genes.

Outras razões levantadas como causas da EP seriam:

aumento anormal de sensibilidade da glande peniana,
ansiedade frente ao desempenho sexual,
inexperiência sexual,
primeira experiência com parceira que tenha estimulado um coito rápido e
culpa ou sentimentos negativos em relaçao à parceira.

Raramente há um problema médico que explique a EP, como a prostatite aguda ou a esclerose múltipla. Na verdade, não existe uma única causa comprovada cientificamente de EP.

E tem cura?

Existe tratamento, tanto medicamentoso quanto psicoterápico. A primeira linha de tratamento é a reorientação e a reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal. Clareiam-se as situações em que se considera como "normal" o tempo de ejaculação mais curto ou insatisfatório (comum em jovens, com novos parceiros, ou após longa abstinência). Quando a EP se torna persistente, ou seja, aparece em mais da metade dos encontros sexuais, um tratamento mais específico se faz necessário.

A segunda linha terapêutica é o chamado tratamento cognitivo-comportamental. Constitui-se em uma série de exercícios e tarefas para serem realizadas em casa para controle do tempo de ejaculação. Seguem-se alguns exemplos meramente ilustrativos:

Técnica de distração

Durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue de sexo, como em morte de alguém, ou em alguma mulher que não o agrada ou em contas bancárias. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Deve usar essa distração, algumas vezes, para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.

Técnica de compressão

O homem deve comprimir a base da glande (cabeça do pênis) por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. Com esse procedimento vai dificultar a entrada de sangue no pênis e retardar um pouco a ejaculação.

Técnica stop-start

Consiste em orientar o homem a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos próximo ao momento de maior excitação. Pode usar a técnica de distração concomitantemente.
O objetivo destas tarefas é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estagio de ejaculação, podendo voluntariamente controlar quando deseja ejacular, evitando frustração a ele e à parceira.
Pode-se combinar uma terceira linha de tratamento a esses exercícios: as medicações. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo. Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos são contra-indicados a pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Algumas medicações tópicas (pomadas) à base de ervas ou anestésicos não foram comprovadas cientificamente como eficazes para o tratamento da EP.
De qualquer forma, esta disfunção sexual tem bom prognóstico, ou seja, apresenta bons índices de cura para a grande maioria dos indivíduos que procura orientação especializada. Geralmente, seis a dez sessões são suficientes para a melhora da vida sexual do homem e do casal.

domingo, 24 de agosto de 2008


Amor Virtual
:: Sirley Bittú ::


A cada dia a humanidade descobre uma nova forma de se relacionar, somos sedentos de relação, nos relacionamos para nos desenvolver emocionalmente e para sobreviver. O ser humano só adoece.

É a busca de completude, de compartilhar, de ser entendido, ouvir, aprender, desenvolver-se que faz o movimento das relações. Mas para relacionar-se é preciso vencer o medo, medo de não agradar, medo de não ter assunto, medo de não ser atraente, medo de não ser inteligente, medo de se envolver, medo de amar, medo de se machucar, medo de não ser correspondido, medo simplesmente de não ser aceito, medo da violência, medo da humanidade... medo.

A sociedade tem medo. Assaltos, sequestros, abusos sexuais e assassinatos, são as manchetes de todos os dias. A sensação de desproteção e fragilidade invade nossas vidas e vai fechando as pessoas em suas casas, em sua vida pessoal, em sua cada vez mais escassa e seleta rede de relacionamentos. Solidão se confunde com proteção e algumas vezes é sinônimo de clausura. O solitário é aquele que escolhe a solidão, não importa o motivo, para ele a solidão é uma opção, é diferente daquele que se sente só, ser só traz consigo a sensação de abandono e de não ser importante, não fazer falta. O solitário abandona o mundo e o só sente que nunca foi acolhido. Na verdade são faces da mesma moeda.

Dentro deste cenário surge nossa querida e ágil Internet. Em instantes podemos falar, trocar idéias e conhecer pessoas, supostamente protegidos pela tela de nossa máquina. Resgata-se quase como mágica a possibilidade de relacionar-se sem medo, e aí a imaginação toma conta. Como em um conto de fadas, no mundo virtual, tudo pode, alguns chegam a mentir sobre quem são ou como são, mandando fotos provavelmente de como gostariam de ser, talvez mais altos, mais magros, mais belos, mais ricos, mais sábios... na verdade criam suas imagens idealizadas e perfeitas. Será que voltamos aos namoros por cartas de décadas atrás?

Criar um mundo imaginário é muito fácil desta forma. Pessoas se conhecem, namoram e até fazem sexo virtualmente. O objetivo aqui não é recriminar esta prática, acredito que como forma de relação humana ela pode ser positiva ou negativa, depende de como e porque é usada. A Internet é uma excelente ferramenta de pesquisa, e como tal pode ser útil até mesmo no campo dos relacionamentos pessoais e afetivos, facilitando o acesso a alguém que você dificilmente conheceria de forma convencional, ou mesmo demoraria mais para conhecer. O problema começa quando esta prática substitui por completo o relacionamento “ao vivo e a cores, com direito a percepções e sensações”, tornando-se uma forma de se esconder, ou de não lidar com as próprias inseguranças.

É possível Amar virtualmente?
Acredito que apaixonar-se sim, amar talvez seja mais difícil. Amar implica em conhecer o outro, em aceitá-lo e ser aceito, com todas as qualidade e defeitos, o “pacote completo”.

O ser humano é mais do que suas palavras, ele é também atitude, tom de voz, ritmo, expressão, espontaneidade e criatividade interagindo dinâmicamente. O que falta nas relações virtuais é o mesmo que faltava nos relacionamento por carta e nos “amores platônicos”, falta o “olho no olho” e a fala articulada com a expressão de todo o corpo que concede a credibilidade àquele que escutamos. E falta principalmente o toque, como expressão de carinho e fonte de prazer, isso não será jamais substituído.

Antes a vida que o medo, não importa o meio de comunicação, importa a relação que você faz e com quem você se comunica.

Não importa se o outro mente ou não, importa o quanto você deseja ouvir aquelas mentiras...

Não importa a realidade em que você vive, mas a ilusão da qual você não quer participar...

Ensaie à vontade pela Internet, mas tente, ouse, se proponha a vencer suas dificuldades de relacionar-se, sua timidez e procure relações ao alcance de suas mãos e de seus olhos.

Sirley Bittú é Psicóloga Especialista Clínica pelo Conselho Federal de Psicologia
Psicodramatista Didata Supervisora
Terapeuta em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Consultório (11) 5083-9533 - Visite seu Site
Email: sirley.regina@terra.com.br

terça-feira, 12 de agosto de 2008

INTIMIDADE

INTIMIDADE

Martha Medeiros


Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante.

Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo.

Zzzzzzzzzzz.

A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando começam a apagar lentamente, vencidos pelo cansaço. Antes de sucumbir ao mundo dos sonhos, ele ainda tem o impulso de tocar nela, que está ao seu lado, em posição fetal. Pousa, então, a mão no pé dela, que está descalço. E assim ficam os dois, de olhos fechados, capturados pelo sono, numa intimidade raramente mostrada no cinema.

Hoje, se você perguntar para qualquer pré-adolescente o que significa se divertir, ele dirá que é beijar muito. Fazer campeonato de quem pega mais. Beijar quatro, sete, treze. Quebram o próprio recorde e voltam pra casa sentindo um vazio estúpido, porque continuam sem a menor idéia do que seja um encontro de verdade, reconhecer-se em outra pessoa, amar alguém instintivamente, sem planejamento. Estão todos perdidos em Tóquio.

Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. As revistas podem até fazer testes do tipo: “descubra se vocês são íntimos, marque um xis na resposta certa”, mas nem perca seu tempo, a intimidade não se presta a fórmulas, não está relacionada a tempo de convívio, é muito mais uma comunhão instantânea e inexplicável. Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo.

domingo, 2 de março de 2008

Falando sobre sexo


Vi esta matéria na internet e achei importante.....

PR. ALEJANDRO BULLÓN


"Pr. Williams Costa Jr.: Hoje em dia, o que mais produz sentimento de culpa nas pessoas, são os relacionamentos indevidos. Existem pessoas que vivem angustiadas, atormentadas pelo sentimento de culpa por coisas que já passaram, fatos que não se pode mais consertar. Talvez você vá estranhar a pergunta que vou fazer ao pastor Bullón agora, mas, as cartas e telefonemas estão cheios da seguinte pergunta: Pastor Bullón, sexo é pecado?

Pr. Alejandro Bullón: - Por quê?! O sexo é uma das coisas mais belas, puras e sagradas que Deus criou. O sexo é tão puro, tão sagrado para Deus, que no Velho Testamento, quando Ele decidiu identificar um povo como Seu povo, quis que fosse por uma marca. Essa marca não era na cabeça, nem no coração, nem na mão, não, era no órgão sexual masculino. Veja o conceito de santidade que o sexo tem para Deus. No Novo Testamento, quando Ele procura uma figura para ilustrar o tipo de comunhão, de relacionamento puro que quer ter com Sua igreja, Deus usa a figura do relacionamento sexual entre marido e mulher. Portanto, se o sexo é um dom que Deus entregou ao ser humano quando o criou, sexo não pode ser pecado.


Pr. Costa Jr.: - Agora, se o sexo foi criado por Deus, se foi feito para o bem das pessoas, por que as pessoas sentem-se tão culpadas por problemas sexuais e coisas ligadas ao sexo?

Pr. Bullón: - O problema é que nós, às vezes, nos esquecemos a razão pela qual Deus deu o sexo para o ser humano. Existem três motivos porque Deus criou o sexo. Vejamos o que a Bíblia diz a esse respeito no livro de Gêneses. Aqui está o primeiro propósito porque Deus entregou o sexo ao ser humano. Diz assim: "E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, e enchei a terra." (Gênesis 1:28) Deus criou Adão e Eva e lhes deu o sexo. Primeiro propósito do sexo: multiplicar a espécie. Mas esse não é o único motivo. O segundo motivo está em Gêneses 2:24: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." Ou seja, o segundo propósito do sexo é ser um veículo de comunhão física, mental e espiritual entre marido e mulher. Aqui está uma coisa importante: o sexo, do ponto de vista divino, não é apenas um ato físico; é um ato físico, mental e espiritual. Para o animal, o sexo é um ato físico. Aí está a diferença entre o ser humano e o animal. O sexo nele é instinto. Para o ser humano não pode ser instinto, é mais do que instinto, é um ato físico, mental e espiritual. O terceiro propósito do sexo está aqui em Provérbios, e muitos cristãos, às vezes, inconscientemente não querem aceitar isto. Provérbios 5:18, diz assim: "Seja bendito o teu manancial", outras versões da Bíblia dizem, "Sejam bendito o teu leito nupcial", "e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores, e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias." (Prov. 5:18 e 19). Se os amigos que estão assistindo o programa não vissem que estou lendo a Bíblia, poderiam, talvez, pensar que estou fazendo uma leitura pornográfica, porque aqui Deus está falando das carícias físicas entre marido e mulher. O marido acariciando os seios da esposa, deleitando-se com as carícias dela. Aqui, são mencionados também, dois animais que, dizem, são os que mais expressam o prazer físico. Isto quer dizer que o terceiro propósito de Deus ao criar o sexo, é para ser uma fonte de prazer físico. Vamos recaptular: Deus criou o sexo com vários propósitos. Primeiro, para que o ser humano pudesse procriar; segundo, para que o sexo fosse um veículo de unidade mental, física e espiritual entre marido e mulher, e terceiro, para que fosse uma fonte de prazer físico para o ser humano. O problema, é que muitas pessoas, por exemplo, comem e não se sentem culpadas, bebem e não se sentem culpadas, dormem e não se sentem culpadas mas se praticam sexo, sentem-se culpadas. Parece que na mente do ser humano, e eu não sei de onde saiu isso (da Bíblia não foi), prazer físico não combina com vida espiritual. Espiritualidade é uma coisa, prazer físico é outra. Só que na mente divina, o ser humano é um ser completo, é um ser físico, mental e espiritual e todo ele pode ser santo para Deus.

Pr. Costa Jr.: - O senhor mencionou três fatores que precisam estar ligados, inclusive na relação sexual: o físico, o espiritual e o mental. O que acontece quando, na relação sexual, leva-se em conta apenas um desses fatores? Quando há um desequilíbrio, ou , simplesmente a eliminação de um destes aspectos? O que acontece quando, por exemplo, você faz sexo só pelo prazer físico?

Pr. Bullón: - Aí que está uma coisa interessante. Veja: para o sexo ser a coisa pura, limpa e sagrada que Deus criou, tem que ser um ato físico, mental e espiritual. Desde o momento que o sexo passa a ser apenas um ato físico, então já não é mais puro, limpo e sagrado e torna-se um ato animal. Na verdade, o sexo entre marido e mulher, não é um ato que acontece na cama à noite; ele, na realidade, começa de dia com os atos de cortesia, com as palavras de amor, de carinho, com gestos de valorização que acabam num ato físico à noite. Agora, um marido que bate na mulher, a xinga, deprecia-a e quinze minutos depois quer usar o corpo dela, esse não é um ato sagrado, puro, limpo. Esse não é o ato lindo que Deus criou, é apenas um ato animal. Na realidade, não há lugar para algo semelhante a isso na vida de um cristão.

Pr. Costa Jr.: - A recomendação da Palavra de Deus é que o sexo seja somente no casamento. Hoje em dia, em nossa sociedade, vemos verdadeiros absurdos, distorções do sexo fora e antes do casamento. Por que, Pr. Bullón, o sexo deve se restringir apenas ao casamento?

Pr. Bullón: - Vou responder sua pergunta desta maneira: O ser humano de nossos dias, tem cometido um grande erro que é querer dividir a estrutura humana. Está fazendo do sexo apenas um ato físico e o ato apenas físico não satisfaz. Pode proporcionar prazer momentâneo, mas geralmente, quando termina o prazer, resta aquela sensação de vazio, de ansiedade, de desespero.

Pr. Costa Jr.: - Ocorre, às vezes, até um sentimento de culpa, não é?

Pr. Bullón: - De culpa, vontade de chorar, sentir-se sujo, miserável. Houve prazer físico, mas, não satisfação, porque para haver satisfação o ato tem que ser mais do que físico, precisa ser mental e espiritual também. Então, como o ser humano dividiu as coisas e fez do sexo um ato apenas físico, não sabe mais o que inventar hoje, entende? Inventa posição X, posição Y, pensando que o sexo é um assunto de técnica, o que não é verdade. Sexo é uma expressão de amor e não uma demonstração de técnica. Quanto mais você ama a sua esposa, tanto melhor será o sexo.

Pr. Costa Jr.: - O sexo é somente uma expressão de amor?

Pr. Bullón: - É uma expressão de amor, que não deixa de proporcionar prazer físico, porque isso é bíblico. Produz muito prazer físico e o cristão não tem que se sentir culpado por isso. Só que hoje em dia, pelo fato de reduzir o sexo apenas ao seu lado físico, o ser humano não sabe o que inventar. Então, é homem com homem, mulher com mulher, homem com animal, quanto mais aberração melhor. Isto é loucura! É a busca, de um sentido para o sexo, sentido que foi perdido. Biblicamente, Deus confiou o sexo para um casal casado. Adão e Eva foram casados por Deus, unidos para viverem juntos, fiéis um ao outro. Quando o sexo não satisfaz, o ser humano começa a buscar satisfação por aqui, por lá, antes, depois, nisso, naquilo, e assim só consegue um vazio. Esta é uma das razões para as filas, hoje em dia, nos consultórios dos psicólogos e psiquiatras.

Pr. Costa Jr.: - Uma das perguntas que tem chegado ao "Está Escrito", é a seguinte: a Bíblia fala que o sexo deve ser no casamento e monogâmico, marido e mulher. Então, por que existe tanta poligamia na Bíblia?

Pr. Bullón: - Há mistérios que eu não compreendo na Bíblia. Por que vários personagens tiveram muitas mulheres? A Bíblia não me explica. Agora, diante daquilo que a Bíblia não me explica, não adianta eu fazer conjeturas, porque eu estaria dando uma resposta humana e não revelada e eu não quero entrar nesse terreno. Uma coisa eu sei: na Bíblia, houve muitos homens que tiveram duas, três, quatro mulheres e as conseqüências foram só sofrimento, dor e tragédia para eles mesmos. Apesar de Deus ter suportado a teimosia do ser humano, eles colheram as conseqüências ruins disso. Na Bíblia eu encontro a experiência de Isaque que foi alguém que teve uma só mulher e o fim da história é bonito e feliz, porque Deus sempre recompensou a obediência dos filhos que com toda a sinceridade colocaram a vida nas mãos Dele.

Pr. Costa Jr.: - Já vimos que pela Palavra de Deus o sexo deve ser só no casamento. Logo, se a pessoa faz sexo antes do casamento ou fora dele, está fazendo uma coisa errada. Suponhamos que, ou por desconhecimento, ou por vontade, ou cedendo a tentação você errou, você agiu fora do plano de Deus; a pergunta que muita gente nos faz, é a seguinte, Pr. Bullón: Existe esperança para quem errou?

Pr. Bullón: - Claro que existe. Nosso Deus é grande em perdoar! Antes, porém, quero explicar mais uma coisa: mesmo que não considerássemos o que Bíblia diz, por motivos psicológicos e até por amor próprio, o ser humano teria que se preservar para o casamento e explico porquê. Como já disse, o ser humano, é um ser físico, mental e espiritual que não pode ser dividido em sua unidade. Quando ele tenta dividir-se, cria problemas. Por exemplo, uma pessoa que está tão preocupada com o trabalho que na hora de comer, sua boca está mastigando, seu aparelho digestivo digerindo, mas a sua mente e sentimentos estão sofrendo com os problemas do trabalho, o que acontece? Se isso vira rotina, um dia começa a doer o estômago, e logo o médico diagnostica úlcera. Por quê? Porque o ser humano cometeu a tolice de querer dividir sua unidade física, mental e espiritual. Agora, falemos do sexo: o corpo quer, mas a mente não quer. Então a mídia bombardeia, bombardeia, bombardeia e diz que depois dos doze anos já se pode praticar sexo, que não tem que esperar o casamento. Há, inclusive uma apresentadora de televisão que praticamente criou uma geração de brasileiros desde os seis, sete, oito anos. Agora, esses brasileiros já estão com dezesseis, dezessete anos e a apresentadora vai ao público e diz: "Estou grávida e não vou casar!" Pronto, ela é a rainha e faz o conceito do público. Toda uma geração diz: "Se minha mestra faz, então eu também posso fazer." A mídia propaga que está tudo bem e finalmente a mente aceita a mensagem. Agora, o corpo quer, a mente também aceita, só que o ser humano, lá no fundo, em seu aspecto espiritual não aceita. O homem nasceu para ser monogâmico; foi criado para ser monogâmico; naturalmente é monogâmico. Portanto o corpo aceita, a mente aceita, mas, as faculdades espirituais não aceitam. E quando o ser humano insiste, acaba provocando úlceras, só que essas não são no estômago e sim na alma, no inconsciente, que o incapacita de ser feliz. Mais tarde ele se casa e não é feliz. Está faltando o quê? Falta assistir um filme de sexo explícito para aprender novas posições? Não! O sexo tem que abranger os três aspectos da natureza humana. Tem que estar em harmonia com os aspectos físicos, mentais e espirituais da humanidade para ser completo, e não sendo completo, o sexo nunca vai satisfazer. O ser humano que despresa esses valores vai ser permanentemente infeliz. Então, deixando a Bíblia de lado, até por amor próprio ou por egoísmo, o ser humano teria que se preservar para o casamento.

Pr. Costa Jr.: - Então, em outras palavras, o sexo fora ou antes do casamento termina sendo um tipo de arquivo que ao voltar a memória, vai apunhalando os sentimentos e trazendo infelicidade para o presente?

Pr. Bullón: - Exato. Porque quando chega o momento de praticar o sexo legítimo, todo o passado volta ao inconsciente. No momento em que o homem divide esta unidade: corpo para um lado, mente para outro e espírito para outro lado, ele não pode desfrutar plenamente do sexo legítimo. Então, isso não é um assunto de religião, de fanatismo, de mentes retrógradas, nada disso, é apenas uma questão de integridade pessoal. A pressão hoje em dia porém, é muito grande! Outro dia, eu estava vendo uma artista de televisão dizendo que ela era virgem e que queria preservar-se virgem para o casamento. Era impressionante como os entrevistadores a bombardearam fazendo-a sentir-se mal. Hoje o que é certo, parece errado; e o que está errado é considerado certo. Dizem: "Você é fanático!" Mas o que é fanatismo? É defender com paixão uma idéia. Então quem defende a virgindade é fanático. E a pessoa que defende o outro lado também não é um fanático do liberalismo? É muito fácil apontar uma pessoa e dizer que ela está errada. Mas, o único padrão moral é Deus e Ele está revelado na Sua Palavra. Agora, se você não crê na Palavra de Deus, então não há razão para conversarmos, porque não temos um ponto de referência para dialogarmos sobre sexo.

Pr. Costa Jr.: - Talvez você seja alguém que fez uma opção na vida de seguir a Palavra de Deus, ser puro num mundo impuro; ser fiel, num mundo de infidelidade. Talvez você já tenha sido ridicularizado por aquilo que você é, pela opção que fez. Pr. Bulllón que palavras o senhor diria para essa pessoa que está lutando para fazer a vontade de Deus, segundo o que está na Palavra?

Pr. Bullón: - Não tenha medo! Não tenha vergonha de ser a esmagadora minoria. A esmagadora minoria, você entende? Seja como o sal. Jesus disse: "Vós sois o sal da terra" (Mateus 5:13). Você não precisa colocar uma tonelada de sal na panela de sopa, basta uma pitada para que transforme o sabor. Seja o sal e transforme o mundo. Deixe o mundo rir, caçoar, ridicularizar, mas seja convicto dos princípios que você tem em sua vida. Não tenha vergonha de ser a esmagadora minoria e se você errou na vida, não se preocupe. Um dia trouxeram a Jesus uma mulher, Maria Madalena, que tinha errado muito na vida e Jesus com amor disse a ela: "Vai e não peques mais"(João 8:11). Se você errou, há perdão em Jesus. Ele lhe ama muito e está pronto a restaurar você.

Pr. Costa Jr.: - Recebemos algumas cartas dramáticas, que relatam casos de pessoas que entraram por um caminho que parece não haver volta. São pessoas que sentem-se como se estivessem numa teia de aranha, quanto mais se mexem, mais ficam aprisionadas. Temos respondido essas cartas, temos orado por essas pessoas e talvez você seja uma delas. No final desta palestra, gostaria que o Pr. Bullón desse uma palavra especial para essas pessoas que fizeram coisas erradas ou que ainda estão no erro, mas que estão lutando para vencer.

Pr. Bullón: - Jesus tem poder para libertar. Ele ressuscitou mortos, fez andar paralíticos, curou leprosos. Sabe o que é um leproso? Um homem cujas carnes estão apodrecidas. Neste momento você está sentindo que sua vida parece pôdre? Seus valores estão mortos? Você sente que o peso do passado bate na sua consciência? Você acha que arruinou sua vida e que não tem futuro? Neste exato momento você pode acreditar no amor maravilhoso de Jesus. Ele tem poder para lhe libertar. Se você Lhe abrir o coração agora, Ele pode fazer maravilhas por você!

ORAÇÃO

Ó Pai querido, Tu conheces o coração de milhares e milhares de pessoas que neste momento estão sentindo que precisam de Tua graça transformadora e perdoadora. Leva Esperança a esses corações. Ninguém nunca foi tão longe que não haja mais possibilidade de retorno. Para Ti sempre há retorno. Tu acreditas no ser humano, Tu sempre estás pronto a curar, a restaurar. Neste momento Pai, a essas pessoas que talvez tenham lágrimas nos olhos, que talvez sentem-se angustiadas, impotentes, derrotadas, levanta-as vitoriosas, coloca na sua fronte o beijo da Tua paz e de Teu perdão. Como à Maria Madalena, fala: "Filho, Eu não te condeno, mas vai e não brinque mais com algo tão sagrado que eu lhe dei, que é o sexo". Em nome de Jesus. Amém.

Matéria retirada do site

jesusvoltara.com.br