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quarta-feira, 18 de março de 2009

Jogo do Wii é considerado o mais "profano" de todos os tempos

da France Presse, em Londres

O game "House of the Dead: Overkill" ("Casa da Morte: Supermatança", em tradução livre) foi considerado como o mais "profano" de todos os tempos pelo Guiness World Records, por conter quase 200 palavrões em seus diálogos. O anúncio foi feito por um porta-voz do livro dos recordes, na segunda-feira (16).
O game, que é jogado pelo console Nintendo Wii, traz um palavrão popular ("f...") proferido 189 vezes --o que equivale a 3% de todos os diálogos do jogo.
Reprodução
Cena de "The House of the Dead: Overkill", considerado o game mais profano de todos os tempos, com 189 palavrões no total
"Isso é uma honra duvidosa para receber. É um elogio em uma indústria na qual os frutos do trabalho são ridicularizados e desmerecidos por uma natureza pueril ou irresponsável", disse o criador do jogo, Jonathan Burroughs. "Mas, no caso de 'House Of The Dead' um pouco de puerilidade era a alma do negócio."
"Parodiando o excesso profano que o cinema grindhouse [estilo que explora sexo, violência e temas bizarros] tinha, nosso objetivo era exaltá-lo, e confesso que ultrapassamos a polêmica."
Como resultado do prêmio, o jogo será incluído na próxima edição do Guinness World Records dos jogos.
"House of the Dead: Overkill" obteve nota 8 de 10 em uma avaliação feita pelo site especializado Gamespot, que atribuiu ao jogo "a reinvenção e a maturidade de séries de atiradores para um nível melhor, que repercute em todos os seus aspectos --da história hilariante até a trilha sonora de qualidade."
De acordo com o porta-voz do Guiness World Records, o filme "Cassino" (1995) detém o recorde de palavrões em filme, com 422 registros de "f...", ou seja, aproximadamente 2,4 ocorrências por minuto.
"A categoria já existia para filmes, música e televisão, mas "The House Of The Dead: Overkill" é o primeiro game a vencer na categoria para jogos", disse o porta-voz.
créditos: Folha on line

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Provedor gratis banda larga


Você já ouviu falar sobre provedor de banda larga grátis?
É um mito ou verdade? Você vai ficar sabendo agora.
Não existem mais provedores gratuitos de banda larga.
Todos os provedores têm que pagar por todos os usuários autenticado, é uma imposição da BrasilTelecom.
Os provedores devem ser credenciados por alguma empresa de telecomunicação.
Isso tem custos que são repassados aos usuários.
Mas a briga começa aí.
As companhias querem cobrar o provedor, mas a Justiça Federal expediu liminar obrigando a suspensão da cobrança da taxa de provedor.
As companhias estão recorrendo, mas sem sucesso.
Por enquanto estamos livres de provedor, não sei por quanto tempo.

domingo, 20 de julho de 2008

REAL X VIRTUAL

A vida turbulenta que levamos hoje em dia, a constante descrença no outro e o medo de machucar-se, tem levado as pessoas a terem, cada vez mais, receio de se envolver, colocando o coração em uma “caixa” e lacrando-a.

No entanto, não é fácil aceitar o fato de que no amor, assim como na vida, não temos garantias. Então, perguntamos a nós mesmos se vale à pena arriscar.

Na tentativa de arriscar, já que a maioria das pessoas se sente puxada nas duas direções: medo e desejo de amar, buscamos diferentes formas de envolvimento, já que a necessidade de amar e ser amado são inegáveis.

Uma forma curiosa de envolvimento sem correr, supostamente, determinados “riscos” é o envolvimento virtual, que muitas vezes se torna assustadoramente forte por ser idealizado.

Através de experiências colhidas e vividas no campo virtual, tento chegar ao âmago de determinadas questões que, na maioria das vezes, continuam sem respostas.

Tudo parece mais fácil por trás de um “nick”. No entanto, as ciladas emocionais não deixam de existir. Sempre começa como uma brincadeira, simples curiosidade ou curtição. Mas, de repente, caímos em uma armadilha... Nos vemos envolvidos por uma paixão que é misto de ilusão e realidade. Há uma fome crescente de intimidade: o coração tão guardado começa a bater mais forte, já não nos contentamos mais apenas com palavras digitadas na tela, queremos ouvir, tocar, sentir mais proximidade...

A realidade é que somos mais nós mesmos quando nos abrimos para o outro. Talvez, no meio de tantos “jogos de amor”, mentiras virtuais - às vezes inconscientemente reais – esse mundo virtual seja o lugar onde somos mais nós mesmos, onde nos liberamos, onde deixamos fluir o verdadeiro “eu inconsciente”, uma vez que nos sentimos protegidos pelo anonimato, até que este já não nos baste mais.

Aí reside o grande perigo: o encontro do real com o imaginário. Os dois são extremamente necessários e benéficos quando caminham paralelamente, porém quando misturados pode ser um sério problema.

Como paixão jamais combina com lógica ou rima com racionalidade, isso não se trata de uma escolha consciente ou de um ato premeditado; simplesmente acontece. Assim, é impossível explicar ou compreender na totalidade essa experiência humana ao mesmo tempo tão universal e misteriosa que é a paixão, seja ela real ou virtual. Uma vez que, ambos os conceitos acabam sempre se fundido.

A verdade é que precisamos ter coragem emocional para se entregar, para amar. E não adianta fugir: com medo, sem medo e apesar do medo o melhor mesmo é ir tentando...Se não nos arriscamos não sentimos dor, porém jamais conheceremos o doce sabor desse sentimento tão maravilhoso e efervescente.

Os custos do envolver-se podem ser altos, mas todos queremos e precisamos fazer essa viagem. E não adianta se esconder atrás da tela! Uma paixão virtual pode ser demasiadamente real.

“A vida é feita de muitos encontros e incontáveis reencontros”.

Beth Gago

A internet e o amor virtual

Todo mundo tem uma história de amor pela internet para contar. Mas não conta; tem vergonha. É coisa de nerd: ficar de pijamão, madrugada afora, com a pupila dilatada, em frente ao computador - teclando e se deixando teclar, por pessoas de origem desconhecida, de procedência absolutamente aleatória, de caráter imprevisível, de histórico pouco confiável. Enfim, é uma loucura. Mas os riscos são mínimos e, por isso, não há quem não tenha tentado. [Ah, só uma tentadinha, vai...]

Independentemente dos envolvidos tomarem coragem e se confessarem, Alice Sampaio escreveu um livro a respeito, intitulado Amor na Internet - Quando o virtual cai na real (Record, 2001, 348 páginas). Na verdade, Alice, jornalista, compilou mais de 15 histórias narrando as venturas e desventuras de quem se lançou nesse mar de possibilidades: os chats, os e-mails, os sites de encontro. Claro, ninguém assume nada, todos estão protegidos por pseudônimos - como é praxe na própria internet, aliás.

Antes que o leitor se espante com a naturalidade com que os internautas se lançam nessa loteria do romance às escuras, vale lembrar que o sexo furtivo, a bimbada de ocasião, é coisa mais antiga do que a própria humanidade. Todos os animais têm cio; todos os seres humanos também têm - acontece que não é de bom tom dar crédito a essas vontades, que surgem não se sabe de onde, sem qualquer explicação moral aceitável, de conseqüências quase sempre desastrosas. Então a religião veio para coibir esses impulsos; e a prostituição, para represá-los, se possível longe da sociedade.

Freud se revoltou contra essa práxis acobertada e devolveu o sexo para a sociedade. Foi mais longe: pôs e viu sexo em tudo. No Brasil, Nélson Rodrigues enfiou-o nos lugares mais improváveis: nas casas de família, nos consultórios, nos enterros, nas filas e nos pontos-de-ônibus. Tinham ambos razão: onde o sexo está mais sufocado é onde, justamente, explode com maior intensidade. Vide as intermináveis discussões acerca do celibato e das perversões dos padres, que não são de hoje e que vão durar quanto a Igreja durar.

É, portanto, perfeitamente razoável que cidadãos esmagados pela rotina, pelas pressões, pelas obrigações, pelo cansaço procurem se evadir de alguma forma. O sexo é apenas mais uma dentre as tantas possibilidades. Cada um procura o nicho que mais lhe convém e descarrega nele suas frustrações e suas fantasias diárias. As mulheres, é comprovado (inclusive em estudos acadêmicos), escolhem as telenovelas, com suas relações subliminares e seu romantismo de reality show. Os homens, em geral, descarregam no esporte, que é, parafraseando Dave Mustaine, o mais próximo que alguns deles podem chegar do ato sexual. Daí para a internet, é só um passo.

O livro de Alice Sampaio compila alguns casos que podem ser divididos em categorias mais ou menos estanques. Por exemplo: há aquele casal de meia idade, marcado por separações ou pela viuvez precoce, que, por insistência dos filhos (internautas), acaba se cadastrando em sites e se encontrando para toda a vida, como que por encanto. Essas pessoas têm, para com a nova mídia, atitudes extremamente conservadoras: abandonam-na tão logo se sentem seguras para se telefonar e se comunicar de outras formas, "menos impessoais" (segundo suas próprias palavras). Claro que essa categoria não busca satisfação momentânea, e sim ligações duradouras, transferindo para a internet a função do footing, do cinema, do passeio na praça, catalisadores da chamada paquera, em épocas pré-cambrianas.

Há também os adolescentes de primeira água, que praticamente nasceram conectados e plugados. Para eles, igualmente, a internet é ferramenta: uma maneira de exorcizar a timidez e a insegurança típicas da idade. Entregam-se a ela num misto de excitação e curiosidade, não descarregando ali suas perturbações e seus fracassos (como os adultos), mas apenas desenvolvendo a auto-estima e a auto-afirmação, de um jeito novo e inusitado. Claro, há os problemas evidentes do excesso de uso e da fuga em que a internet pode se transformar, quando o jovenzinho ou a jovenzinha prefere refugiar-se nela a enfrentar a dura realidade. Mas não é regra, nem patologia catalogada.

Uma das mais divertidas histórias do livro é, approposito, a de uma garota que troca freneticamente de namorado, como troca de roupa ou sapato, num dia de festa em que não se entende com o armário. Com uma facilidade e uma desenvoltura invejáveis; até um pouco estranhas numa mulher (por definição e por convenção, sempre atrás de segurança, estabilidade, futuro garantido, essas coisas). Numa de suas andanças, a conquistadora topa com um sujeito cheio de negócios escusos que - diz o livro - é pago para apagar contraventores ou "procurados". A garota não se abala; afasta-se dele por precaução (mais do que por vontade) e sente sua falta até o fim do relato. Depois se envolve com outro rapaz, esse de sua idade, que quer insistentemente namorar; ela não quer e invertem-se mais uma vez os papéis (homem-volúvel, mulher-centrada). São, portanto, jogos lúdicos, num estágio de total imaturidade afetiva; mas que, mesmo assim, horrorizaram o profissional que - a pedido de Alice - se põe a analisar o caso.

Tirando os de meia-idade e os adolescentes ocasionais, sobram aqueles tipos supracitados: para quem o sexo é uma aventura e uma válvula de escape. Compõem uma "classe média"; a mesma que não ganhou computador na infância, mas que também não se indispôs com as tecnologias de agora (até porque tem de usá-las no trabalho). Atravessou e experimentou as duas eras do relacionamento humano, a antiga e a nova. A antiga: dos bailinhos, das matinês, dos portões de escola, nos primeiros contatos físicos com o sexo oposto. E a nova: dos chats por idade, dos sites de classificados, das webcams e dos e-mails derramados como se fossem cartas. Esses certamente estão na situação mais interessante, embora não tão documentados na obra de Alice Sampaio.

Se a abordagem não contempla todas as possibilidades (ainda que inclua o amor homossexual), é aceitável e elogiável mesmo em suas falhas. Já frágeis mesmo são as conclusões e análises. As conclusões porque feitas por uma mulher de meia idade (a autora), que, a partir de experiências pessoais frustradas com a internet, condena o meio sem apelação, quando ele é tão culpado quanto o são bares, boates, restaurantes e locais onde todos os dias milhares de pessoas vão para se relacionar. A internet não é um mal em si; é um instrumento como qualquer outro. Já as análises pecam pela incompreensão de psiquiatras, psicanalistas e psicólogos, viciados no velho jogo do amor: olhares, sinais, aproximações, palavras, toques e encontrões. Como a internet inverte o roteiro (colocando as palavras em primeiro lugar), eles se perdem e condenam 99% dos casais à fogueira da inquisição, como se a World Wide Web fosse produto feito e acabado.

O fato é que, independentemente do balanço negativo, as pessoas vão continuar se lançando em blind dates, com o primeiro desconhecido simpático que for hábil no uso do vernáculo. Vão continuar se entregando sofregamente nos primeiros encontros. E vão continuar errando, se arrependendo e - quem sabe -, com sorte, acertando, porque é inevitavelmente a lógica do sexo e do amor. Se, de repente, contamos com uma "porta", que se abre da nossa casa (ou da nossa estação de trabalho), na qual podemos anonimamente penetrar (sem riscos, portanto), encontrando um monte de gente interessante (ou nem tanto), por que vamos nos negar essa possibilidade?
Julio Daio Borges

domingo, 2 de março de 2008

Vício em internet _ Importante

Vício em internet é considerado problema psiquiátrico

Assim como algumas pessoas são viciadas em drogas, no jogo e no tabaco, outras são em passar horas na internet, fenômeno que um crescente grupo de especialistas dos Estados Unidos considera um problema psiquiátrico. O vício na rede já foi diagnosticado por alguns especialistas como uma dependência da internet, e estima-se que de 6% a 10% dos cerca de 189 milhões de internautas nos EUA sofram desse mal.

Também chamado de "compulsão à internet", esse vício é detectado no caso de comportamentos relacionados à internet que interfiram na vida normal de uma pessoa, causando stress agudo em sua família, em suas relações de amizade e no trabalho.

Uma pessoa que passa horas por dia em frente ao computador navegando pela internet, enviando e-mails, negociando ações, em salas de bate-papo ou jogando pode ser considerada um "ciberviciado" e, portanto, precisa de ajuda.

É o que consideram especialistas como a psiquiatra Hilarie Cash, cujo consultório, o Internet/Computer Addiction Services, na Universidade da Pensilvânia, é visitado por pacientes diagnosticados com a "internet-dependência".

Cash identificou como sintomas da "internet-dependência" a constante preocupação em "estar conectado", mentiras sobre o tempo que a pessoa passa navegando ou sobre o tipo de conteúdo visualizado, além de isolamento social, dor nas costas e aumento de peso. "Se o padrão de uso da internet interfere em sua vida ou tem impacto em suas relações de trabalho, de parentesco e de amizade, você deve estar com problemas", afirma outra especialista, Kimberly Young, uma das mais importantes pesquisadoras sobre as dependências em relação à internet.

Young é a fundadora do Center for Online Addiction, com sede em Bradford, Pensilvânia, onde funcionam grupos de apoio às "ciberviúvas", ou seja, esposas de viciados em relações amorosas, pornografia ou em apostas pela internet.

Na opinião de Young, os internautas que sofrem dessa dependência optam pelo prazer temporário em vez das relações íntimas e profundas.

Os doentes cibernéticos entram em um círculo vicioso, já que a perda de auto-estima cresce à medida que aumenta sua dependência em relação à internet, o que eleva sua necessidade de escapar da realidade e de se refugiar na rede. "A infidelidade via internet é o maior problema de que tratamos.

Mais de 50% de nossos clientes são indivíduos e casais que sofrem com as conseqüências disso", disse Young, autora do livro "Caught in the Net" ("Apanhado na Rede"), o primeiro a abordar o tema do "ciberadultério".

Outros tipos de dependências são as relacionadas com atividades interativas como o "bate-papo", a mensagem instantânea e os video games, assim como os sites de apostas, leilões e compras. Para Cash, os viciados em internet tendem a ter outros problemas psiquiátricos, como depressão e ansiedade, ou a enfrentar relações familiares problemáticas.

Esse panorama confirma o resultado de pesquisas citadas por psiquiatras especializados na "internet-dependência", que revelam que mais de 50% dos viciados em internet também são dependentes de drogas, álcool, tabaco e sexo.

Nos EUA, a "compulsão à internet" é tratada por um crescente número de centros médicos especializados, entre eles os da Universidade de Maryland, em College Park, e o Computer Addiction Study Center, do Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts.

No entanto, alguns psiquiatras são céticos e dizem que o uso abusivo da internet deve ser classificado como dependência "legítima", já que não tem os mesmos efeitos negativos na família ou na saúde que dependências propriamente reconhecidas, como o alcoolismo.

"A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que isola a pessoa e a torna dependente", disse a psicóloga Sherry Turkle, autora do livro "Life on the Screen: Identity in the Age of the Internet", um dos guias dos que consideram que não há nada de mau na atual febre cibernética.

É galera tenha muito cuidado a internet pode ser um mal.....